200923jul
A formação dos primeiros instrutores
Postado por: | Categorias: História
Por Silmar Pereira Rodrigues
Prosseguindo o post anterior, vamos falar da implantação do Empretec.
Até então, o Sebrae não se propunha difundir a “cultura empreendedora”, tampouco as “características do comportamento empreendedor”. Entendia que a boa aplicação de ferramentas gerenciais seria a chave do sucesso nos negócios. Essa percepção da realidade não estava errada. Mas estava incompleta.
Sem dúvida, dominar ferramentas gerenciais faz diferença no mundo dos negócios. Mas não é tudo. E o Empretec veio para completar essa lacuna no enfoque adotado pelo Sebrae, acrescentando a dimensão comportamental às ações direcionadas a seus clientes.
No início, apenas o Sebrae/RS, o Sebrae/SC, o Sebrae/SP, o Sebrae/MG, o Sebrae/ES; o Sebrae/DF e o Sebrae/PE aderiram ao Projeto. Os sete coordenadores estaduais integravam, sob minha coordenação, o Comitê Gestor do Projeto. Também integravam esse Comitê, representantes da ABC/MRE e do PNUD. Quantas discussões; quantos debates acalorados; quanta vontade de acertar e de realizar.
Para tornar mais complexo o desafio a ser enfrentado, a própria metodologia do Empretec impunha um verdadeiro dilema.
Isso porque os workshops, que se constituem no pilar central dessa metodologia, só poderiam ser ministrados por instrutores capacitados “on the job”. Profissionais que tivessem participado, na qualidade de “trainees”, de um determinado número de workshops e que lograssem obter avaliação absolutamente positiva em todos os módulos aplicados nesses eventos, condições indispensáveis para o credenciamento como instrutor do Empretec”. Como fazer?
Estávamos apenas no começo e era óbvio supor que não dispúnhamos de instrutores credenciados para a realização de workshops.
No próximo post vamos ver como foi resolvido o dilema.
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