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Os resultados do Programa Empretec no Brasil
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Pesquisa sobre o impacto do Empretec no Brasil mostra resultados altamente positivos: as empresas dos empretecos cresceram, faturaram bem mais, pagaram mais impostos e contrataram mais empregados. Conheça os números.
Por Renato Santos*
A UNCTAD – Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento – é o órgão do sistema ONU que tem entre suas atribuições o fomento ao crescimento econômico, à geração de riqueza e ao aumento de oportunidades em economias emergentes ou em desenvolvimento. Entre as várias ferramentas que a instituição utiliza para cumprir esta missão, o Programa Empretec destaca-se como uma das poucas soluções que se apóia especificamente na capacitação e no treinamento – e, tendo sido desenvolvida e apresentada inicialmente em 1987 na Argentina, é também uma das mais longevas.
Em 1993, o Sebrae obteve da ONU a licença para o uso e disseminação da metodologia do Programa Empretec no Brasil – e desde então, realizou mais de 5 mil edições do Seminário, formando mais de 130 mil Empretecos (dados de dezembro de 2008).
Estes números fazem do Brasil o país mais bem-sucedido entre os 31 Centros Empretec licenciados pela UNCTAD em todo o mundo, totalizando mais edições do Seminário, instrutores credenciados e Empretecos certificados que todos os outros Centros Empretec juntos.
Estes fatos, somados às avaliações feitas pelos participantes egressos do Seminário Empretec – que desde sua implantação o colocam como um dos produtos mais bem-aceitos pelos clientes Sebrae – são em si um poderoso suporte à manutenção e ampliação do Programa no Brasil.
No entanto, para se certificar de que os resultados empiricamente observados são efetivamente defensáveis, e que os investimentos realizados para a implantação e desenvolvimento do Programa no Brasil se justificam pelos ganhos efetivos obtidos com o Seminário, em 2002 o Sebrae conduziu uma extensa e cientificamente embasada pesquisa sobre o impacto produzido pelo Programa Empretec junto aos participantes brasileiros.
Esta pesquisa envolveu 1.445 Empretecos entrevistados aleatoriamente em 12 estados do Brasil; e sua metodologia foi desenvolvida buscando “espelhar” os resultados de outra importante pesquisa sobre a atividade empreendedora, internacionalmente reconhecida e conduzida no Brasil e em vários outros países – o GEM (Global Entrepreneurship Monitor), em sua edição 2001.
Além de avaliar o impacto do Empretec sobre a propensão a empreender dos participantes e o desenvolvimento de sua cultura empreendedora, a Pesquisa de Impacto do Programa buscou verificar os resultados econômicos para a sociedade brasileira – mensurados pelo aumento da geração de riqueza das empresas fundadas ou geridas pelos Empretecos, a partir de indicadores simples e claros: a quantidade de empregos gerados (e massa salarial paga); o montante de impostos recolhidos; o lucro gerado pelas operações; e a produtividade dessas empresas.
Estes últimos dados foram comparados com informações levantadas pelo IBGE e pelo IBQP-PR – Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade no Paraná, instituição responsável pela execução da pesquisa e que também atua no levantamento dos dados do GEM Brasil – para contrastar os resultados obtidos por Empretecos e por “não-Empretecos”, extraindo daí suas conclusões.
Foram levantados dados demográficos, econômicos e também financeiros (estes últimos, sobre as empresas geridas pelos Empretecos). As entrevistas tinham duração média de 50 minutos, e eram seguidas pelo preenchimento de um formulário com informações levantadas a partir dos dados contábeis das empresas participantes – dados de fontes não-oficiais e comprováveis documentalmente foram desconsiderados.
Uma enorme massa de números foi produzida a partir dos cruzamentos, deduções e inferências obtidos com o trabalho de campo, mas a pesquisa se apoiou na resposta a três questionamentos simples e diretos para avaliar o verdadeiro impacto do Programa Empretec no Brasil:
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A resposta a estas perguntas – aliada ao levantamento do perfil dos Empretecos brasileiros – permitiu traçar um panorama objetivo sobre o impacto do Empretec e a validade da sua continuidade e expansão no Brasil.
Mais do que isso, permitiu ao Sebrae tomar a decisão de continuar investindo na sua disseminação e desenvolvimento, o que possibilitou a modernização de partes do conteúdo (especificamente o Manual de Planejamento utilizado no Seminário) e da sua estrutura como um todo (com a nova versão em Seis Dias), sempre referendadas pela UNCTAD, detentora legal da metodologia e conteúdo.
A Pesquisa de Impacto do Empretec no Brasil foi conduzida com amostragem probabilística em Setembro de 2002, e margem de erro de +/- 2,53%. Os principais resultados obtidos foram:
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O volume de impostos pagos pelas empresas de Empretecos cresceu 52% após o Seminário, contribuindo para o desenvolvimento das comunidades locais em que as empresas se situam. Por se tornarem mais robustas, as empresas tornaram-se mais capazes de contribuir para a estabilidade econômica das regiões em que se inserem.
Este dado, somado ao fato de que as empresas pagam melhor e para mais empregados depois do Empretec, é um importante sinalizador da força do Programa no desenvolvimento de comunidades locais.
Como é possível concluir, o investimento do Sebrae no licenciamento e disseminação do Programa Empretec no Brasil provou-se válido e, sob os principais fatores de avaliação do resultado, extremamente positivo. Esta conclusão incentivou o Sebrae a continuar desenvolvendo o Programa, expandindo a base de Empretecos e a capacitação das equipes brasileiras de selecionadores, instrutores e gestores do produto – a tal ponto que a metodologia para o Seminário Empretec em Seis Dias foi integralmente desenvolvida e testada no Brasil por consultores do Sebrae, tendo sido em seguida homologada pela UNCTAD e hoje sendo implantada com o apoio da equipe brasileira em vários outros países.
O Sebrae prepara uma nova edição da Pesquisa de Impacto do Empretec no Brasil para continuar monitorando os resultados obtidos pelo Seminário, o que permitirá a realimentação do Programa e o seu contínuo desenvolvimento, para o Brasil e para os outros 30 Centros Empretec já instalados ou que vierem a existir.
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(*) Renato Santos (raosantos@uol.com.br) é instrutor do Programa Empretec desde 1995. Atuou em mais de 200 seminários no Brasil e outros países e participou da gestão internacional do Programa na UNCTAD, em Genebra. No Brasil, foi co-autor da metodologia Empretec em Seis Dias em 2008 e coordenou a Pesquisa de Impacto do Empretec para o Sebrae-NA em 2002.
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# 1° Empresários que fazem o Empretec tomam decisões com mais segurança » Empretec Sebrae outubro 6th, 2009 às 22:40 GMT
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