Esta é minha lista de artigos com a tag "História"

201022abr

Obrigado, Sandro

Postado por: Redação | Categorias: História

luz_galhosO Sandro estava escrevendo o manual do instrutor e do participante, junto com Adriana Gontijo. E, quando o convidei, ele me disse que essa era uma das maiores alegrias da vida dele.

Quem conviveu com ele conhece sua relação de amor com o Empretec.
Carla Virginia Rosal Lima Costa

Resta-nos seguir seu legado. Nós do Amazonas devemos muitíssimo a ele, em especial na formação da nossa equipe no Seminário 6D.
Maria José Alves da Silva, Zezé.

No meu primeiro contato com Sandro em Goiânia logo percebi a paixão que tinha pelo trabalho que realizava e pela vida. Tenho certeza que as sementes plantadas por ele aqui nesta vida continuarão dando frutos por muito tempo.
Ninete Maria Pereira

Tive a oportunidade de trabalhar algumas vezes com Sandro nos seminários do Empretec na Bahia. Lembro de uma dessas vezes em que se dispôs a vir para um seminário e, por conta própria, aguardar um outro seminário em outro município, o que nos ajudou a resolver uma grande dificuldade que tínhamos na ocasião. Esse fato retrata um pouquinho do profissional comprometido, dedicado e extremamente competente. É uma perda imensa e o sentimento é de grande tristeza.
Jacqueline Baqueiro

Sandro é um dos profissionais que compõem a história do Empretec. Fica a lembrança e o exemplo de amor a este projeto.
Viviane Alderete da Rocha Bastos

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201022abr

Um pioneiro do Empretec nos deixou

Postado por: Redação | Categorias: História

parquePor Silmar Pereira Rodrigues

Em artigo anterior neste blog, falei do grupo de instrutores do Empretec que já existia por aqui antes da adoção dessa vitoriosa solução educacional pelo Sebrae.

Entre eles figurava um jovem espanhol radicado no Brasil desde criança. Na verdade, um espanhol muito brasileiro: Sandro Morales. Esse grupo de profissionais, como sempre digo, foi de fundamental importância para a fase de implantação definitiva do Empretec em nosso País.

Sem eles, o processo seria muito mais difícil e demorado. E Sandro sempre se destacou pela firmeza em suas posições, pela competência, seriedade, liderança e profissionalismo. Integrou a equipe de instrutores que, em 1993, ministrou o emblemático “workshop” realizado na Ilha do Boi, aprazível local da cidade de Vitória, no Espírito Santo.

Alguns coordenadores estaduais do Empretec participaram desse evento. Entre eles, lideranças incontestes no Sebrae de nossos dias, como são os casos de Enio Pinto e Raissa Rossiter. Eu, na época, recém chegado ao Sebrae, tinha a honra e a grande responsabilidade de ser o coordenador nacional do Empretec, fato de que muito me orgulho.

Percebam que estou fazendo rodeios antes de entrar no tema central desse pequeno artigo: a recente perda do nosso amigo Sandro. As palavras fogem. É difícil falar de perdas desse teor. Principalmente quando temos a certeza de que o amigo perdido ainda teria condições de realizar muitas coisas importantes. Mas o que fazer? Apenas honrar sua memória, dando continuidade ao Empretec com o padrão de qualidade que sempre marcou sua vida profissional.

Não vou me alongar. Quero apenas dizer que o Sandro terá sua personalidade para sempre ligada ao Empretec. Aqueles que tiveram o privilégio de com ele conviver, sempre se lembrarão de sua inestimável contribuição ao processo de difusão da cultura empreendedora no Brasil. Estou convicto de que os “empretecos” que participaram de eventos por ele liderados jamais o esquecerão.

Um pioneiro do Empretec nos deixou. Mas o ser humano é lembrado por seu legado. E o legado de Sandro está ligado definitivamente à história do Empretec e do Sebrae.

Adeus, caro amigo.

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201022abr

Lembrar e aprender com Sandro Morales

Postado por: Redação | Categorias: História

Por Ricardo Garcia

Nas contas da vida, quando se chega aos 50 anos têm-se a certeza de que passamos a possuir mais passado do que futuro.

É importante, portanto, mais do que lembrar, aprender. Quis papai do céu que eu conhecesse Sandro há quase 20 anos, quando a conta do futuro ainda era maior.

Sandro foi um grande professor no amor que dedicava ao que fazia, na defesa apaixonada – mas sempre equilibrada – dos seus pontos de vista, na atenção que tinha a todos que o cercavam.

Além da família e do empreendedorismo, Sandro era louco por motos e viagens, pelo vento no rosto, pelas amizades sinceras que surgem no mundo em duas rodas. Não sei se lá no céu existem motos, mas com certeza há muitas estradas que precisam de empreendedores para planejar e realizar as melhorias que o ser humano tanto necessita.

Nós, claro, ficamos tristes com a falta da presença física, do sorriso largo, da expansividade. Mas fica a certeza de que quando chegar nossa hora vamos subir na carona – talvez até sem capacete – para um lugar onde habitam seres que sempre estão dispostos a ajudar.

Obrigado, irmão, pelo privilégio de tê-lo conhecido, pelo carinho e paciência que sempre tiveste comigo.

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201020abr

Ao mestre, colega e amigo, com carinho

Postado por: Redação | Categorias: História

Adriana_sauloPor Adriana Gontijo

A vida é mesmo feito de partidas e chegadas, de idas e vindas.

O meu primeiro contato com o Sandro acontece em 95, na 2ª turma do Empretec em Belo Horizonte. Chega em sala aquele rapaz bem claro, alto e compenetrado, sério e de humor fino, vindo de Florianópolis, cujo nome é recomendado e divulgado em todo o país como “experiência e conhecimento notórios” do Programa. E isso era e sempre será verdade!

Traz exemplos sólidos, atrativos e quando está à frente ou nos bastidores, cumpre com rigor necessário o científico, associando de forma exemplar a teoria à prática.
Anos foram se passando e nos encontramos em outros programas do Sebrae e nos próprios eventos ou atividades profissionais do Empretec.

E o Sandro sempre presente, contando casos ímpares, ora engraçados e divertidos, ora mais sérios, mas com a característica humana que lhe era peculiar: uma escuta atenciosa intercalada com intervenções inesperadas.

Às vezes até uma careta expressava quando surgia alguma pergunta “estranha”, como ele dizia. Mas, o Sandro tinha a resposta e ainda completava a página, ano de publicação que tal autor havia apresentado. Uma biblioteca à disposição de todos.

A vida natureza não dá saltos, mas talvez tenha dado um pulo único para nos encontrarmos em um trabalho conjunto em 2009. Muitas discussões longas e produtivas por olhares diferentes que tínhamos sobre alguns pontos da seleção do Empretec, mas com muita consistência e bastante abertura.

Fizemos viagens para esse trabalho, saboreamos a sensacional paella que ele fazia com esmero e dedicação e até fogareiro para prepará-la ele ganhou de uma colega em uma dessas viagens. E viajou com uma alegria tal que parecia menino recebendo presente de Papai Noel. Sorria e dizia: “eu levo nem que eu vá no bagageiro do avião e o fogareiro vá em minha poltrona”.

Relatava suas histórias de amor por motos, por praias e com a alma cheia de entusiasmo pela vida nos falava sobre filhos, amigos, família e do trabalho.

E me dizia que no ano de 2010 ele precisaria estar disponível para fazer a cirurgia do transplante, mas que poderíamos continuar o trabalho, mesmos pela internet. E prosseguimos nas reuniões pelo skype, na troca de emails e tudo isso intercalando com bate papo, risadas e muitos casos antigos a rememorar. Até amigos ele me apresentou pela internet para trocarmos idéias de trabalho! Esse era o Sandro!

Sandro, suas conquistas seguem intactas, da mesma forma que quando estava ao nosso lado. Suas idéias irão permanecer e seu brilhantismo continuará nos iluminando. Certamente o céu está em festa com a sua chegada, pois recebe você para alegrar outros viajantes da vida terrena que também partiram e que estão em paz e aí bem pertinho de Deus! São as idas e vindas da vida!

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200923jul

O que o Empretec ensinou a todos nós

Postado por: Vicente Tardin | Categorias: História

Por Silmar Pereira Rodrigues

Silmar participou da implantação do Empretec no Sebrae

Silmar participou da implantação do Empretec no Sebrae

De fato, o Empretec foi responsável por significativa inflexão na forma de atuar do Sebrae. Ao elenco de soluções educacionais e de consultorias voltadas para técnicas de gestão de micro e de pequenos negócios foram agregados não só o próprio Empretec, essencialmente voltado para aspectos vinculados a comportamento empreendedor, como também, ao longo do tempo, outras soluções educacionais dele derivadas, como o Aprender a Empreender e o Saber Empreender, entre outras.

Tenho muito orgulho de ter participado, juntamente com colegas que se tornaram meus amigos, dessa experiência profissional inesquecível. Experiência vencedora que permitiu ao Sebrae ser reconhecido, no Brasil e no exterior, como instituição cujo exemplo deve ser seguido no que diz respeito à difusão da cultura empreendedora e ao incentivo à prática das características do comportamento empreendedor como fatores que reduzem riscos e contribuem para o sucesso nos negócios.

Deixei a função de coordenador nacional do Empretec em 1995, quando fui convidado para assumir o cargo de coordenador de cooperação técnica bilateral recebida (CTRB) na ABC/MRE.

Parti para esse novo desafio com a sensação de dever cumprido: o desafio lançado por Roberto Reis foi vencido. O Empretec tinha saído do papel. E, por justiça, não poderia deixar de citar os companheiros que estiveram comigo nessa jornada: Pedro Paulo, coordenador de assuntos internacionais do Sebrae; Edlamar, minha companheira incansável no dia a dia do processo de gestão do projeto; Heloísa Zaca, coordenadora do projeto no Sebrae/RS; Celso Lino, coordenador do projeto no Sebrae/SC; Heloísa, coordenadora do projeto no Sebrae/SP; Any, coordenadora do projeto no Sebrae/MG; Enio Pinto, coordenador do Projeto no Sebrae/DF; Paulo Raul, coordenador do projeto no Sebrae/ES; Alexandre, coordenador do projeto no Sebrae/PE; Márcio Corrêa, da ABC/MRE, Oswaldo Castilho, do PNUD, Eduardo Tarragó, coordenador nacional do Empretec no Uruguai, bem como os instrutores credenciados em momento anterior à integração do projeto às atividades do Sebrae, com destaque para Sandro Morales e Douglas Burtet.

Todos contribuíram de forma decisiva para o sucesso alcançado. A eles, minhas homenagens e agradecimentos pelo muito que aprendi.

Brasília, julho de 2009.

Veja os posts anteriores e acompanhe o relato completo:

Como o Empretec saiu do papel;

A formação dos primeiros instrutores e

Os primeiros instrutores e os primeiros manuais.

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200923jul

Os primeiros instrutores e os primeiros manuais

Postado por: Vicente Tardin | Categorias: História

Por Silmar Pereira Rodrigues

Na sequência dos dois posts anteriores (Como o Empretec saiu do papel e A formação dos primeiros instrutores), vamos prosseguir contando sobre as dificuldades iniciais: como começar do zero se é preciso ter instrutores experientes e manuais que iriam demorar muito a chegar?

Se não era possível realizar workshops, como poderíamos formar novos instrutores?

Por outro lado, o PNUD levaria algum tempo para nos entregar os manuais que seriam utilizados nos workshops. Como sair dessa aparente armadilha, visto que a cultura do Sebrae sempre foi fazer, e fazer rápido. Com essas constatações, foi possível perceber com maior nitidez o tamanho do desafio lançado por Roberto Reis.

Afinal, se queríamos difundir comportamento empreendedor, nós mesmos teríamos que ser empreendedores. Foi convocada a primeira reunião do Comitê Gestor do Projeto para discutir a estratégia a ser adotada. Maravilha! As coisas começaram a melhorar.

Descobrimos, por intermédio dos colegas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, que existiam alguns instrutores credenciados no Brasil, remanescentes de uma primeira tentativa de se implantar o Empretec no País, por iniciativa de instituições da Região Sul, que não teve continuidade.

Mas ainda faltavam os manuais. Não dava para esperar as providências do PNUD, pois a cobrança dentro do Sebrae era muito forte. Decidimos agir. Contatamos o coordenador nacional do Empretec no Uruguai, onde a metodologia já estava implantada havia algum tempo. Fomos muito bem acolhidos e nos foram cedidos manuais em espanhol, que tratamos de traduzir para o nosso idioma. O desafio começava a ser vencido.

De posse dos manuais e feitos contatos com os instrutores credenciados já existentes no Brasil, foi possível realizar o workshop pioneiro, que ocorreu no Espírito Santo, em aprazível hotel localizado na Ilha do Boi. Ali começou uma jornada brilhante, que perdura até os nossos dias.

Nos post final do relato: como o Empretec ampliou a atuação do Sebrae.

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