201024nov
André Urani e a reinvenção das cidades
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Vai aqui um pouco da fala de André Urani no XIV Encontro Internacional de Empreendedores.
O estado brasileiro acumulou crescimento ecônomico no século passado, mas ampliou a desigualdade. O número de pobres não diminuiu – apenas veio para as cidades.
O modelo de desenvolvimento que tivemos até os anos 80 implodiu devido às suas contradições – e como o resultado passamos 25 anos fazendo faxina no modelo anterior, onde o lema foi “crescer crescer… e não importa o resto”.
A sustentabilidade ainda não entrou realmente na agenda como deveria. O discurso político não absorveu realmente o conceito de sustentabilidade. Por isso podemos lutar pelo desenvolvimento que desejamos e não podemos perder esta janela de oportunidades.
As maiores cidades do mundo tiveram que se reinventar – primeiro elas incharam por conta de trabalhadores que chegavam para se empregar nas indústrias. E hoje seus habitantes não trabalham mais em indústrias. E ficou a cidade com aquele tecido degradado, como hoje é a região em volta da Avenida Brasil, no Rio de Janeiro, por exemplo.
É no longo prazo
Londres, Paris, Barcelona, Estocolmo e Turim são exemplos de cidades que passaram conseguiram se reinventar. Para isso foi preciso consolidar uma nova mentalidade política e partir para um modelo mais descentralizado, democrático e participativo para moldar ações voltadas para o longo prazo.
Para o Rio de Janeiro, o que gera oportunidade hoje está na área de serviços, capitaneadas pelas redes de micro e pequenas empresas. No entanto, alavancar o setor de serviços é algo que ainda está em segundo plano na agenda de nossos principais formuladores de políticas.
Este é um tema chave neste momento histórico, onde o Sebrae pode atuar como articulador de vários atores públicos e privados para gerar um ambiente propício para as pequenas empresas.
201022nov
A janela de oportunidades
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Olimpíadas e Copa do Mundo devem ser aproveitados como oportunidade para repensar políticas públicas para o País, propõe o economista André Urani
A Copa do Mundo em 2014, que será disputada em 12 capitais brasileiras, e as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro, representam “uma enorme possibilidade para repensar e consolidar novas maneiras de fazer políticas públicas, com maior participação do setor privado e a consolidação de uma agenda para os próximos anos”. A perspectiva foi defendida pelo economista André Urani, diretor do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade.
A palestra ‘Copa do Mundo 2014 e Olimpíadas 2016 – Oportunidades Empresariais’, foi a última apresentada no XIV Encontro Internacional de Empreendedores, na semana passada no Rio de Janeiro.
Barcelona foi citada como o exemplo mais emblemático de reinveção. Depois das Olimpíadas de 1992, a cidade aproveitou o know how na organização dos jogos para sair da estagnação e se firmar como importante polo cultural. Mas Urani também citou sua cidade natal, Turim, que abriu novas alternativas, e Nova York, que venceu uma grave crise econômica.
Para o economista, as Olimpíadas, por exemplo, são uma grande chance, mas não se pode repetir erros que cometidos nos Jogos Pan Americanos, quando grandes estruturas foram construídas e não são mais usadas, como o parque aquático e o velódromo.
O economista defendeu uma revitalização urbana de forma ordenada e conseqüente que privilegie o bem estar dos cidadãos, e uma ocupação que incorpore conceitos de sustentabilidade. Como exemplo, ele citou Londres, que está projetando estruturas desmontáveis, incluindo o estádio que vai sediar a abertura dos Jogos.
“As oportunidades que surgem agora são valiosas porque podem ser o ponto de partida para um pacto estruturante de desenvolvimento em que políticas poderão ser definidas para os próximos anos. Precisamos deixar de vender commodities para vender idéias, inovações, conceitos. Este é o exemplo de um legado importante”, reforçou Urani.
Por Regina Mamede, Agência Sebrae de Notícias
201017nov
Marcos Palmeira: o PAIS é uma semente de luz para o Brasil
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Marcos Palmeira, o ator, é um empreendedor completo, daqueles que lidam com inovação e responsabilidade social.
Foi o que centenas de empretecos na plateia perceberam diante da palestra Produção Agrícola Sustentável: Vantagens, Desafios e Resultados, onde ele contou como transformou uma fazenda convencional em uma fazenda orgânica e também como estimula a implantação do projeto PAIS – Produção Agrícola Integrada Sustentável
Marcos, que foi criado em fazenda no sul da Bahia, contou que adquiriu uma fazenda em Teresópolis da qual se encantou, mas logo percebeu que os trabalhadores que produziam legumes e verduras para supermercados, não os consumiam.
Mas por quê, perguntou ele?
Porque colocamos veneno lá, foi a resposta.
Ele decidiu então abrir mão dos agrotóxicos e perdeu a lavoura na época. Mas investiu nas pessoas – trouxe dentista, saneamento básico, escola, refeitório – basicamente gastando sem retorno algum. Mas preferiu prosseguir assim, mesmo vendo a praga tomar conta.
Logo percebeu que, na fazenda onde não havia pássaros, o foco estava no solo. Seguiu conselho de pessoas que pensavam diferente com quem conversou: – “Foca no solo, foca na terra, esquece a planta. A planta virá como consequência”.
A fazendo entrou em novo processo. Em lugar de defensivos, colocar galinha d’Angola para comer carrapato e não cortar os chifres dos animais e deixá-los com suas características e independência. A partir de muitos exemplos não convencionais, ele mostrou que é possível produzir alimentos orgânicos, saindo do convencional e abrindo mão de agrotóxicos.
E o trabalho social que foi feito antes foi essencial para a adesão da equipe e o sucesso do projeto, que hoje é totalmente sustentável e não depende mais de investimentos fora do que produz.
“E cabe ao consumidor preferir os produtos orgânicos, de modo que os preços caiam. O produto orgânico é um pouco mais caro, mas não tão caro como os supermercados cobram, por motivos de marketing”.
- Estou agora interessado na meu aperfeiçoamento como empresário e interessado em fazer o Empretec. para me aperfeiçoar
Marcos é só elogio para o PAIS: “é a maior ferramenta de mudança social no Brasil, é uma semente de luz que se acende. O Brasil pode ser o maior produtor orgânico do mundo – mas precisamos mudar a nossa cabeça e mudar as relações na agricultura familiar.
Hoje produzo dez vezes mais que produzia, no mesmo espaço de terra. Vejam a história no site da fazenda (fazendavaledaspalmeiras.com.br). E para implantar o programa PAIS conte com o Sebrae e com o Banco do Brasil. No site do banco você tem o passo a passo para implantar o PAIS na sua cidade”.
201017nov
E se faltar água?
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Na palestra A água pode faltar?, Holly Fowler (Sodexo, diretora senior de Sustentabilidade e Responsabilidade Social Corporativa, América do Norte) lembrou que o maravilhoso elemento essencial para a vida é muito diferente da terra, da qual podemos ser donos de um pedaço.
Assim como a água se move constantemente e muda de caraterísticas, a preocupação é pertinente porque trata-se de um recurso que está sendo usado muito mais intensamente com o passar dos anos na agricultura, na indústria e no ambiente doméstico.
Negócios ligados à produção de alimentos e bebidas, tabaco, metais e mineração vão sofrer impactos da limitação da água, através de seca, falta, enchentes e aumento de custos.
Torna-se essencial que a produção de bens e alimentos possa ser mais racional e econômica – e Holly mostrou uma série de soluções e inovações, como uma bicicleta que filtra água para torná-la potável.
Há muito a ser feito, é possível economizar significativamente e aqui estão abertas muitas oportunidades empreendedoras.
201027out
Inovação e sustentabilidade
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Uma das palestras mais esperadas do XIV Encontro Internacional de Empreendedores vai tratar de inovação e sustentabilidade.
Veja a lista de temas e a programação.
O consultor Walter Longo, mentor de Estratégia e Inovação do Grupo NewComm, abordará a convergência entre dois dos principais desafios empresariais modernos: a necessidade de inovar para se manter competitivo e a importância de ser sustentável para se tornar atraente aos olhos do mercado.
De que maneira os dois pilares podem ser combinados? Quais os fatores mais importantes para que o empresário de pequeno porte possa desenvolver as duas capacidades?
Visite o site para se inscrever: o endereço é http://encontroempreendedores.com.br.
201018out
Fabio Feldmann no XIV Encontro
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No dia 18 de novembro, das 9 às 10h30, o painel IV do XIV Encontro Internacional de Empreendedores vai discutir “Florestas: cuidados, riscos e oportunidades”, com a participação de Fabio Feldmann entre os debatedores.
Veja a lista de temas e a programação
Segundo Feldmann, as forças dos processos de privatização e liberação do mercado, combinados com o impacto de tecnologias novas e a adoção de novos padrões de consumo, geraram oportunidades sem precedentes para os negócios.
No entanto, estas transformações expuseram as empresas a riscos maiores, visto que a transformação ocorreu também na sociedade, em sua percepção e comportamento; gerou-se ao final deste processo uma demanda muito mais exigente e comprometida com a transparência ética das empresas e organizações da sociedade civil.
A conciliação desses conflitos aparentes não é apenas uma simples sinergia entre dois extremos, trata-se de uma mudança de atitude, uma nova cultura – balanceada e completa – que será a chave da liderança no novo século.
Neste novo cenário, as maneiras com as quais as empresas lidam com o desenvolvimento sustentável, o resultado de suas abordagens integradas, será o prisma de avaliação de sua atuação no mercado.
Visite o site para se inscrever: o endereço é http://encontroempreendedores.com.br.
Veja uma apresentação de Feldmann
















